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sabato, 24 ottobre 2009

A Real do Brasil.

A Real do Brasil.

Dinamarca, 02 de outubro de 2009, Comitê Olímpico Internacional.

Rio de Janeiro ganha como cidade sede das olimpíadas no ano de 2016. Carnaval em Copacabana.

Rio de Janeiro, outubro de 2009, guerra urbana.

Zona norte da cidade maravilhosa se transforma em palco de uma guerra urbana, real e social. Entre bandidos e mocinhos está a população, encurralada em meio a tiros de fuzis.

“No miro mas televisión
No hay nada para ver
Salgo a pasear por la ciudad
Y en un disparo una cancion
Se hace graffiti en mi

Da da da di da da da
Da da da di da da da
Un graffiti en mi interior
Me dice que mañana es hoy”

Amanhã é hoje.

Estamos vivenciando, em plena ressaca de pré-olimpíada, uma guerra urbana, uma guerra real, uma guerra social entre traficantes e policiais, em nossa querida cidade maravilhosa.

O Brasil é um país fantástico por sua alegria, sua felicidade perante tanta desgraça. Admiro nosso povo guerreiro que enfrenta tanta dificuldade para ter um teto próprio. Nosso povo é brasileiro e não desiste NUNCA. Digno de uma honraria dessas, sem dúvidas.

Entretanto o Brasil não quer enxergar as próprias deficiências e problemas, se faz de cego.

Como podemos acomodar pessoas do mundo inteiro em segurança? Como? Se não damos a devida segurança e tranqüilidade ao nosso povo? Pessoas aterrorizadas, amedrontadas, assustadas e principalmente, desacreditadas em nosso governo. E com total razão.

“Ser feliz
No siempre es una diversión
Quizás
Nos queden las ganas de agonizar”

Penso que não somos capazes de tal evento, não aposto no Brasil. Nem Copa, nem Olimpíada. Nada.

O governo não foi capaz de acabar com o tráfico, concluir o projeto fome zero em quatro anos, não há saneamento básico em todo território nacional, o desemprego ainda é grande, a desigualdade social é muito forte, a corrupção é piada e não mais absurdo, os pais já não são mais pais, a pizza no governo só aumenta a rodada... Se o básico de um governo que é manter a ordem, a comodidade e a franqueza perante a seu povo, o nosso governo não conseguiu, porque eu, brasileira, deveria acreditar que podemos, sim, fazer uma Copa e uma Olimpíada digna? Por que eu acreditaria nisso?

Não faz sentido algum termos tais eventos aqui, não faz...


postato da: CarinaBrito alle ore 00:12 | link | commenti
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giovedì, 15 ottobre 2009

Os estranhos e a amizade.


Os estranhos e a amizade.Estranhos não sabem iniciar uma amizade.

Não. Estranhos não sabem iniciar uma amizade cara a cara.

Eles simplesmente não sabem iniciar uma conversa casual que então possa levar a uma amizade sólida, como, por exemplo, numa parada de ônibus, num restaurante em comum, essas coisas de tempos antigos, onde todos da parada de ônibus conversavam distraidamente sobre o cotidiano. Hoje, não se faz mais isso. Hoje, para facilitar nossa rede de amigos, temos o Orkut (estranhamente o Word colocou, instantaneamente, a palavra “Orkut” com a primeira letra em maiúsculo, o que isso pode nos dizer?).

Adicionamos em nosso perfil pessoas estranhas, mas que tenham algo em comum, como amigos ou comunidades. Não é mais preciso ter boas referencias das pessoas, basta um clique e você tem novecentos e noventa e nove amigos, rapidinho assim.

Quantos destes amigos virtuais você conhece? Quantos você já viu pessoalmente e reconheceu e teve a coragem de cumprimentar? O Orkut faz dessas, nos deixam mais tímidos na vida real e mais desinibidos na telinha. Contudo, ainda o que reina em nossa vida, são as amizades reais, pessoais, de toques, de carinho e de fala cara a cara.

Entretanto ainda relutamos a novas amizades, aquelas da parada de ônibus, do restaurante ou da fila do banco, ainda somos anti-sociais em público e populares demais na rede.

O que vale mais, o real ou o virtual?


postato da: CarinaBrito alle ore 17:53 | link | commenti
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venerdì, 09 ottobre 2009

Sensacionalismo do amor


Sensacionalismo do amor















Se tu ama,
ama-te calado,
ama para ti
e para o teu namorado.

O mundo não quer saber do teu amor,
não quer saber do teu namorado,
não quer saber o que fazem
no quarto.

O amor é egoísta,
é individual,
é altruísta.

Então, meu filho,
porque raios eu quereria saber do TEU amor?

Fiques pra ti,
somente e só.
Antes que alguém,
roube de ti.


~Rá. Que coisa mais bobinha de se dizer, contudo...

postato da: CarinaBrito alle ore 15:24 | link | commenti (1)
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sabato, 19 settembre 2009

Meio metade de mim, meio metade de outro ser.

12h05mDeparo-me (comigo mesma) diante do espelho.

Olho, recordo,

porém não lembro.

Não reconheço, não encontro

aquele rosto familiar.

Agora quem ocupa os velhos olhos juvenis são aqueles olhos oblíquos, estranhos, dissimulados, atordoados.

Não são meus olhos cor de mel,

ou será que sempre foram assim?

Corro para longe daquele reflexo mal feito de mim,

busco em olhares íntimos alguma imagem familiar,

algum retrato mundano

pois tudo parece um sonho,

um pesadelo mal contado,

um verso mal resolvido.

 

ACORDO!

É dia,

já não é noite a muito tempo.

Agora o que resta é acostumar-me com os olhos dissimulados e oblíquos,

é acostumar-me com o real e não mais com o infinito...


postato da: CarinaBrito alle ore 01:00 | link | commenti (1)
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mercoledì, 09 settembre 2009

Fim.

The_End_Of_All_We_KnowCorre, corre, corre!
Corraaaaa!
Não! Pare, pare, pare!
Pára!
Volte, volte, volte!
Voltaaa!
Não! Foge, foge, foge!
Fuja!
Agora! Acorde, acorde, acorde!
Acordaaaa!

~Não te preocupas, não é hoje que vais terminar (9/9/9) 


postato da: CarinaBrito alle ore 17:06 | link | commenti (1)
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martedì, 08 settembre 2009

Leitura

Ontem, deitada em minha cama, peguei no sono lendo as estrelas.The_Sun_and_The_Moon

E hoje acordei recitando os raios de sol que entravam em minha janela.

Levanto-me e caio por entre as palavras espalhadas em meu quarto.

Então começo a juntá-las em meu colo, para depois colocá-las em meu jardim.

Contudo meu jardim é feito de cores e sons, não há espaço para palavras.

Busco, então, outro lugar para colocá-las, mas procuro e não há lugar algum.

O jeito é ajeitá-las dentro de meu coração, pois é o único lugar que não a rejeitarão.

Suspiro! Tenho em mim agora todas as palavras do mundo, tenho em mim, todas as histórias do universo!

 


postato da: CarinaBrito alle ore 18:48 | link | commenti (1)
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mercoledì, 26 agosto 2009

Eu só quereria morrer de amor

L_O_V_E__

Eu só quereria morrer de amor.
Somente, nada além.
Morrer amando, morrer amada, morrer deleitada de amor.
Sentir o gosto de felicidade, de sublimidade, de serenidade, de tranquilidade.
Eu só quereria morrer de amor, um dia que fosse.
Deitar-me entre as nuvens da emoção e encontrar dentro de seus olhos o meu fim.
Quereria muito um dia morrer de amor.

A queimação por entre os dedos, a ardência por entre as faces, quereria que fosse verdade.
Mas quem sou eu para decidir o meu fim?
Se só consigo pensar em ti?



Entretanto, eu só quereria um dia ter o privilégio de morrer de amor.


postato da: CarinaBrito alle ore 20:45 | link | commenti (5)
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mercoledì, 12 agosto 2009

Rua 13! (segunda parte) - Série Contos

Lágrimas e dor
 
Sophie apenas gostaria que nada tivesse acontecido naquela noite, que não tivesse perdido o trem, que não tivesse ido ao cursinho, que não tivesse nascido. Talvez fosse melhor. A dor que sentia em seu peito não amenizava a queimação em seu corpo, o fogo que a perturbava inconscientemente. Tudo se resumiu em um filme de horror em sua cabeça, todos os momentos revividos com tamanha dor e sensibilidade. Sophie não queria nunca ter ido para casa, naquela noite. A pior decisão tomada em sua vida que, realmente, lhe custou à vida.
 
VampireAs lágrimas deveriam correr soltas em seu rosto, os soluços e a falta fôlego deveriam ter-lhe tomado conta, porém não havia nada, nem lágrimas, nem soluços ou falta de fôlego. Sentia-se seca por dentro, como se fosse lhe tirado todo o liquido de seu corpo. Desde que levantará da calçada, já se passara um dia inteiro, e já era noite novamente. A sensação de passagem de tempo ficou clara após o fogo cessar e a dor no peito diminuir. Sophie não sabia o que lhe tinha acontecido na noite anterior. Caminhou até o banheiro e tomou uma ducha de água morna, mas que parecia mais fervente de tão quente que sentia em sua pele. Foi quando Sophie olhou sua pele translúcida e branca, algo que lhe causou choque. Ela era macia e sedosa, mas ao mesmo tempo era fria e rígida. Ao espelho virou-se para olhar seu rosto e o que viu lhe assustou; não viu seu reflexo! Sophie pegou a toalha e esfregou contra o vidro com tamanha força que o deixou em fagulhas. Não acreditava no que seus olhos viam, não poderia acreditar. Sophie saiu correndo do banheiro e foi em direção a porta da rua quando se deparou com alguém lhe observando.
 
“Não imaginei que ela se tornaria tão bela depois da transformação. Naquela noite pretendia beber todo seu precioso sangue, contudo sua beleza encantadora fez-me deter. Sua pele quente, seu coração batente, seu hálito refrescante, seus olhos de rubi, seu cabelo bronze... Como poderia eu, Vlad, amar uma humana? Eu a queria aquela noite e agora a tenho para toda a eternidade.”
 
“Aqueles olhos me eram familiares, aquele brilho oculto no seu castanho chocolate me hipnotizaram. A sensação de dor em meu peito voltou com uma fúria arrebatadora. A queimação também retornou ao meu corpo já cansado de sofrer."
 
Sophie caiu no chão, mas antes que pudesse tocá-lo, Vlad a pegou no ar e a pos junto de seu corpo frio. Ele podia sentir a dor que infligia Sophie, podia ver em seus olhos, agora amarelo ouro devido à sede, as lágrimas que deveriam cair, mas que não caiam. Vlad a queria como nunca quis alguém em séculos. Ele, enfim, havia encontrado a sua companheira, sua parceira nesta vida de escuridão.
 
“Os olhos, aqueles olhos, o brilho, a ternura, como poderia eu conhecê-los? O fogo não some, me consome, me toma, me transforma a cada suspiro. A dor em meu peito é como se ele estivesse vazio, como se meu coração tivesse explodido. O que é essa queimação, essa sede, essa vontade de encontrar os olhos que me hipnotizam... O que é tudo isso?”
 
A eternidade estava apenas abrindo, a Sophie, a sua porta de entrada. Vlad tinha sido seu condutor a esse caminho, e Sophie não sabia o que lhe esperava do outro lado da porta.
 

postato da: CarinaBrito alle ore 13:08 | link | commenti (1)
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venerdì, 24 luglio 2009

Rua 13! - Série Contos

Compulsão

“Já eram onze horas e trinta minutos da noite, havia saído do cursinho muito tarde e o último trem saia as onze e trinta e cinco, precisava correr. A noite estava aparentemente calma e serena, o céu estava coberto pelo seu manto de estrelas e a lua tão suave quanto o perfume de uma rosa. Mas não havia tempo para apreciar a noite, realmente precisava correr. Onze e trinta e quatro e eu nem tinha passado pela roleta. Ouvi então o barulho dos trilhos do trem, onze e trinta e cinco, o trem já havia partido. Não tinha o que fazer a não ser ir caminhando para casa, quarenta minutos de caminhada e oito minutos apenas se fosse de trem. Pelo menos a noite estava agradável para caminhar.”

“Havia apenas eu e alguns morcegos que transitavam entre as árvores da Rua 13. Normalmente eu teria medo desses mamíferos voadores, mas como estava em um lugar aberto no qual eles teriam bastante espaço para transitarem, eu sentia-me tranqüila.”

Em algum lugar no alto da rua, Vlad meditava: “Eu já há observo algum tempo, não sei ao certo, mas algo nela me atraiu. Uma reles humana, nada de espetacular, apenas sangue embalado em carne fresca. Não entendo o que me chama atenção nessa magrelaVampire, mas nos últimos meses todas as noites a acompanho pelo caminho do metrô. Observo cada passo, cada gesto, cada movimento espontâneo, a observo com todo o meu cuidado. Eu a quero, sem dúvida, e hoje é a minha chance.“

            “A rua estava tão tranqüila que podia ouvir os meus passos e isso me perturbava, não gostava do som que eles faziam. Talvez fosse a minha solidão perante a noite que me agoniava e não o ruído de meus sapatos. Gostaria de estar acompanhada, sentir-me-ia mais segura”, Sophie conversava consigo mesma.

            Vlad podia ler os pensamentos Sophie, “Creio que a companhia que define a segurança. E posso afirmar que comigo, Sophie, se sentiria muito mais segura...”

            De repente uma ventania se estende na rua, mudando as folhas do outono de lugar. Sophie sentia na pele o medo da solidão, e os arrepios gelados da noite. Sentia que necessitava de calor humano e começou a caminhar mais rápido.

            Vlad a queria como nunca quis alguém. Precisava do seu calor, do seu sangue correndo nas suas veias pulsantes, do seu corpo quente. Era agora a sua chance de tê-la consigo. Precisava apenas de uma oportunidade para pegá-la desprevenida.

            Mal sabia Sophie que alguém a seguia desde que saia do cursinho. O medo que a tomava não a permitia a percepção de ruídos alheios. O vento continuava tão intenso quanto antes, o que mudava eram apenas as nuvens que encobririam a lua tão suave. A luminosidade que a lua transmitia já se extinguia e a Rua 13 se tornava cada vez mais escura. Essa era a oportunidade de Vlad.

            Faltava apenas duas quadras para chegar a casa - Sophie sentia-se mais tranqüila e segura. Mal sabia ela que a esperava na esquina... Vlad estava à sua espera, estava ansioso e inseguro, pois a desejava como nunca. 

            “Apenas alguns metros e estou na segurança de minha casa” - pensava Sophie – “que noite agonizante, mas no fim nada me aconteceu e eu estou bem. Mas não entendo porque meu coração disparou de repente, sinto uma falta de ar, um aperto no peito. Melhor eu correr para chegar mais rápido, falta apenas uma quadra.”

             Sophie correu apenas alguns metros, e caiu, batendo a cabeça no cordão da calçada. Não chegará a desmaiar, ouvia os passos de alguém se aproximando, quando menos esperava estava sendo carregada. Sentia que o seu corpo estava em contato com algo frio, gelado como se fosse mármore.

            Vlad correu com Sophie alguns metros até chegar a um banco, não se conteve e deslizou a sua mão pelo pescoço dela, estava tão quente quanto o sol, e a mordeu.

            Quando Sophie acordou encontrava-se deitada em plena calçada, com sangue em sua roupa. A sua cabeça doía intensamente e não se lembrava do que havia acontecido. Levantou e foi para casa. Apenas sentia-se um tanto quanto fraca e que necessitava de um cálice de sang...

 

O conto foi escrito em 14/07/08. A imagem é retirada do devianArt, um site muitissimo utilizado por mim, no qual praticamente todas as imagens que uso no blog são retiradas de lá. Está imagem é do "faile35", valeu cara! 


postato da: CarinaBrito alle ore 19:07 | link | commenti (2)
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giovedì, 23 luglio 2009

Hipocrisia de um inverno

winter_storyTodos dizem que estão com frio, porém estão abarrotados de casacos e mantas.
Todos dizem que passam frio, mesmo tendo uma cama quentinha com cobertores. Eu, particularmente, adoro o frio. 
Gosto de sentir no rosto a sensação fria de inverno, gosto do ventinho gelado e da geada pela manhã.
Por mim poderia ter dez meses de inverno e dois de verãozão.
Por mim isso bastava.
Eu, por meu egoísmo, gosto do inverno.

Todos falavam por aí que sentem muito frio, que estão sempre gelados e que o ar condicionado ou a calefação dos espaços fechados não são o suficiente.
Todos com os seus egoísmos pensam que passam frio.
E aquele cara que vive numa casa de papelão ou o menino no sinal vendendo bala, estes sim não passam frio.
Muitas vezes nem tem sapatos fechados, apenas uma havaiana surrada.
Não teêm casacos ou blusões, às vezes nem calça comprida eles têm.
Às vezes dormem ao relento com a geada lhes cobrindo, e pela manhã buscam o sol como abrigo. Eles, sim, não passam frio!
 O café deles nem é frio como o nosso (eles nem o têm).
A cama que parece que não esquenta (eles suplicam por uma).

O inverno é egoísta.

postato da: CarinaBrito alle ore 22:27 | link | commenti (2)
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